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Econômico e ecológico, seu uso vai de cercas e telhas aos pisos de última geração. Muito durável (cerca de oito anos em locais abertos, onde deve receber a proteção de verniz com filtro solar), requer tratamento prévio para aumentar sua resistência:
• aos três anos, o bambu está maduro para ser cortado. Diz a crença popular que deve ser colhido nos meses secos (maio, junho, julho e agosto) ou na lua minguante, quando sua seiva seca e ele se torna menos atraente aos insetos;
• depois da colheita, a limpeza: os galhos devem ser cortados com uma serrilha, para não lascar;
• eles devem ser lavados com pano embebido em uma mistura de cloro (200ml) e água (1 litro);
• para secar, deve-se usar um maçarico a gás (GLP), com movimentos de vaivém, o que evita que o bambu esquente e estoure;
• depois de secos e dispostos em um estaleiro, os feixes são irrigados com veneno e cobertos com plástico por quinze dias.

Fonte: Revista Arquitetura & Construção - jul/98.

Do fibrocimento aos plásticos e aço inox, existem diferentes opções de reservatórios de água. As principais características de cada material são:
FIBROCIMENTO OU CIMENTO-AMIANTO - a união da fibra do amianto com o cimento forma uma rede resistente e compacta que se molda em diversas formas: retangular, redonda ou cilíndrica. Entre as vantagens apontadas pelos fabricantes estão o baixo custo, durabilidade e isolamento de luminosidade, além de permitir a instalação dentro e fora da casa. As capacidades variam de 250 a 1.000 litros.
PLÁSTICO TIPO POLIETILENO -  mais leve que o fibrocimento, é atóxico e resistente a impactos. Porém, sua durabilidade diminui quando exposto às intempéries. Alguns modelos recebem um aditivo para torná-los mais resistentes aos raios solares. Suporta água em temperaturas de até 50ºC. As capacidades são de 310, 500 e 1.000 litros. Guia cordez
PLÁSTICO TIPO POLIPROPILENO - atóxico e leve, o polipropileno é um plástico mais delicado que o polietileno. Para ser usado como reservatório, deve ser do tipo alto impacto, ou seja, receber um aditivo para torná-lo mais resistente. Pode ser utilizado para água quente, desde que seja instalado em lugar fechado. As capacidades são de 350, 475 e 1.000 litros.
SMC - uma mistura de plástico e fibra de vidro, este material é semelhante aos utilizados em piscinas e reservatórios de grande capacidade. Reúne as vantagens da resina plástica com a alta resistência da fibra de vidro. Não é poroso, facilitando a limpeza, uma vez que não absorve sujeiras. As capacidades são de 250, 500 e 1.000 litros. Mais informações acesse: desentupidora taguatinga 24hrs
AÇO INOXIDÁVEL - o material não libera substâncias corrosivas, tem alta durabilidade e suas paredes lisas não acumulam sujeira, o que o torna muito eficiente para este uso. O material utilizado normalmente é o aço inox 304, capaz de suportar altos índices de poluição. Uma desvantagem é o preço, o mais caro do mercado. As capacidades são de 500, 1.000, 1.700, 3.000 e 5.000 litros.

Em todos os momentos da nossa história, a cozinha mostrou ser o ambiente preferido pelo brasileiro, onde a família e seus amigos mais íntimos se reúnem para um bate-bapo acompanhado por quitutes e o tradicional cafezinho. Atualmente, ela conserva o seu espírito de hospitalidade e intimismo, mas hoje é quase um templo de tecnologia e eficiência.
Sua evolução passa necessariamente pelo conceito de funcionalidade, o que requer um planejamento adequado, obtido através de um projeto considerando desde a arquitetura até a distribuição dos espaços e dos equipamentos. Os principais fatores a ser considerados são:

DISTRIBUIÇÃO
Se a área para cozinha é pequena, pode-se condensar o espaço dos componentes essenciais, como pia, bancada, refrigerador e fogão, alinhando-os em uma parede para permitir a circulação. Nesse caso, a pia ficará entre o fogão e o refrigerador, para torná-la eqüidistante dos outros pontos.
Nas cozinhas compridas ou estreitas, pode-se ocupar duas paredes, uma em frente à outra, no arranjo dos equipamentos principais. A alternativa é bem funcional, desde que numa parede fique a bancada com a pia e, na oposta, os outros itens.
Os ambientes em forma de "U" ampliam os espaços, facilitando a locomoção. Neste caso, a pia deve ser isolada junto à parede adjacente a outras duas, mantendo a área central destinada à circulação, permitindo aumentar o espaço ocupado por armários.
Com o desenho em "L" as áreas são mais bem aproveitadas. Recorre-se às duas partes adjacentes como centros de trabalho, deixando livre o resto do local para a circulação. É possível também a colocação de armários e a criação de um cantinho para refeições.
Outra solução é a "ilha", quando o lugar for espaçoso. Ela pode conter armários, bancadas, ou então formar um grande conjunto com pia, fogão, prateleiras e refrigerador. Entre as formas de distribuição para concepção de uma "ilha", encontram-se as cozinhas em "L" e em "U".

LUZ E VENTILAÇÃO
Uma boa iluminação e ventilação conferem conforto e praticidade à cozinha. A iluminação natural é indispensável: a janela deve ficar sobre a pia, entre os armários superiores e a bancada. Ela funcionará como um ponto de partida importante, mas, obviamente, sem substituir a concepção da luz artificial. Caso não haja incidência de raios solares sobre a bancada da pia, pode-se instalar uma lâmpada fluorescente direcionada sobre o local. A luz fria é indicada também para o teto, com vantagem de não emitir calor nem gerar sombras.
Para obter uma boa ventilação, o relacionamento entre portas e janelas é fundamental. Se arquitetura permitir, as saídas de ar devem estar constantemente viradas para o exterior da residência, impedindo o acúmulo de gordura nos ambientes vizinhos. Essa relação entre portas e janelas não pode comprometer as correntes de ar.

HIDRÁULICA
Um bom planejamento de uma cozinha começa sempre pelo projeto hidráulico, que deve ser obedecido à risca.
Se for instalada tubulação para água quente, deve-se preferir tubos e conexões de cobre devido à alta resistência do material. Registros e torneiras devem ser sempre de boa qualidade, minimizando a ocorrência de problemas posteriores como vazamentos, infiltrações, etc.
O abastecimento inadequado de água pode comprometer todo o funcionamento hidráulico. A caixa d'água colocada no ponto mais alto da residência garante uma satisfatória pressão da água. Para assegurar maior eficiência, pode-se pressurizar com equipamentos específicos a distribuição de água dentro da casa.

ELÉTRICA
A cozinha é um espaço que exige uma boa quantidade de pontos de luz, levando-se em conta o grande número de equipamentos eletrônicos necessários ao seu funcionamento. Parte deles exige circuitos independentes, e mesmo os aparelhos menores que não são empregados constantemente, como o liquidificador, torradeira ou batedeira, podem causar sobrecarga, quando ligados ao "benjamim", provocando curto circuito.
Sobre o tampo da pia deve ser colocada pelo menos uma tomada para cafeteira elétrica, espremedor de frutas ou utensilíos menores. Geladeira, forno de microondas, fogão a gás, freezer e exaustor também exigem ponto próprio.
Se a residência dispõe de aquecimento central, pode-se recorrer a ele para esquentar a água da pia. Outra solução são os aquecedores de passagem ou aparelhos individuais de aquecimento.

REVESTIMENTO
O conforto e a sensação agradável que a cozinha apresenta dependem muito do aspecto dado pelos revestimentos do piso, forros, armários e paredes. O mercado oferece muitas alternativas, que devem ser pesquisadas, sempre com a orientação de um especialista.
O material do piso deve ser o menos poroso, evitando a fixação de gordura. Os materiais porosos dificultam a conservação. Mármore, granito ou diversos tipos de cerâmica ou azulejos são recomendáveis. A cerâmica vitrificada é uma das opções mais indicadas para o piso. Versatilidade, resistência e durabilidade são as características que garantem fácil manutenção. Uniforme nas cores e com veios realçados, o granito valoriza esteticamente a cozinha, além de permitir limpeza quase tão fácil quanto a cerâmica vitrificada.
O emborrachado é uma alternativa para pisos antiderrapantes. Sua colocação é fácil, diretamente sobre o cimento ou qualquer outra superfície. Os laminados plásticos adaptam-se bem a esse ambiente e estão disponíveis em diversas cores, com acabamento fosco ou brilhante. Os revestimentos cerâmicos também podem ser utilizados, porém o seu assentamento deve ser cuidadoso, para impedir a formação de lacunas, que com o tempo acabam retendo sujeira e gordura. A pintura à base de epóxi, embora requeira cuidados na execução, é outra possibilidade de acabamento.
A madeira, se usada como acabamento para revestir bancadas e balcões, deve ser impermeabilizada. Contudo, o aço inox ou o granito asseguram maior durabilidade. Cerâmica e azulejos não são indicados para bancadas, pois o uso constante acaba por reter sujeira.
Os armários em alvenaria são práticos e bonitos, mas o revestimento é essencial. As tintas a óleo ou epóxi são mais econômicas. O laminado é o mais usado e indicado em função de sua praticidade. Deve-se evitar estruturas em aglomerado, que, com o tempo, tendem a soltar as dobradiças e puxadores.

O porcelanato é uma peça formada de argila, feldspato e corantes, queimada a mais de 1.250ºC, e é submetida a pressões de compactação acima das utilizadas pelas cerâmicas convencionais. Sua versão tradicional é sem esmaltação, com massa apresentando características homogêneas.
 Por sua alta resistência à abrasão profunda, ao gelo, aos ácidos e álcalis, alta impermeabilidade e uniformidade de cores, o porcelanato é indicado para ambientes de alto tráfego, podendo também ser instalado em ambientes residenciais, piscinas ou saunas.
 Existem duas versões do porcelanato tradicional: fosco e polido. O primeiro é mais adequado para áreas que exigem um revestimento antiderrapante, como áreas externas ou rampas. O polido difere por sua textura superficial, totalmente brilhante.
 O porcelanato possui uma absorção de água próxima de zero, e requer a utilização de uma argamassa com maior aderência. O rejuntamento deve ser aplicado somente 48 horas após o assentamento das peças e com um produto específico às suas características, como argamassa colante aditivada com polímeros, mantendo estreitas as juntas de dilatação, com o mínimo de 2mm para áreas internas e 5mm para áreas externas, principalmente em fachadas. Leia mais aqui http://www.cursoporcelanatoliquido.org/
 A limpeza, que deve ser constante, pode ser feita com água e sabão, saponáceo ou água sanitária.
 

APLICAÇÃO  DE  REVESTIMENTOS  CERÂMICOS

LOCAL CARACTERÍSTICAS CRÍTICAS CARACTERÍSTICAS GERAIS
absorção (%) classe de abrasão resistência às manchas resistência ao ataque químico
Banheiros residenciais utilizar rejunte impermeável nos chuveiros 0 a 20 PEI 1 ou maior classe ISO 5 B
Câmaras frigoríficas resistência ao congelamento (100 ciclos - ensaio ISO 10545-12) 0 a 3 PEI 4 ou 5 para pisos classe ISO 5 A - ácido lático e clorídrico 10%
Churrasqueiras, lareiras e fogões dilatação térmica e resistência ao choque térmico (ISO 10545-8 e 10545-9) 0 a 20 (> 10% para paredes) parede: PEI 0
piso: PEI 3
fogões industriais: PEI 5
classe ISO 5 A ou B - produtos domésticos
Cozinhas, padarias e restaurantes atenção na resistência às manchas após abrasão (PEI 5) e resistência ao impacto (ISO 10545-5) 0 a 20 (> 10% para paredes) residências: PEI 3
indústrias: PEI 4
padarias: PEI 5
classe ISO 5 A
Escadas e rampas coeficiente de atrito > 0,7 (ISO 10545-17); carga de 1.000N (100kg); não deixar saliências no degrau, evitando bordas frágeis 0 a 6 esmaltados PEI 5 ou não esmaltados de espessura plena classe ISO 4 ou 5 A ou B
Fachadas e terraços expansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); garra reentrante no verso das peças, perfil "rabo de andorinha'', mono ou poliorientado 0 a 6 fachadas: PEI 0
terraços: PEI 3
classe ISO 5 A - chuva ácida
Concessionárias / garagens carga de ruptura 1.000N (ISO 10545-4); resistência ao impacto (ISO 10545-5) 0 a 6 PEI 5 classe ISO 5 A
Laticínios / açougues ausência de cádmio e chumbo prejudiciais à saúde (ISO 10545-15); rejunte anti-ácido (epóxi) 0 a 3 PEI 5 classe ISO 5 A - ácido lático
Piscinas expansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); ensaio antigretagem especial (ISO 10545) s/ geada: 0 a 20
c/ geada: 0 a 6
c/ neve: 0 a 3
PEI 0 classe ISO 5 A - produtos de piscina
Pisos comerciais e industriais resistência ao impacto (ISO 10545-5); resistência química de alta concentração (ISO 10545-13); carga de ruptura (ISO 10545-4) devido ao tráfego de empilhadeiras 0 a 6 PEI 5 para esmaltados, resistência à abrasão profunda < 345mm³ para não esmaltados classe ISO 5 A
Pisos para postos de gasolina escolher a carga mais elevada à disposição; resistência ao impacto (ISO 10545-5) 0 a 6 PEI 5 classe ISO 5 A
Quartos de criança resistência ao impacto
(ISO 10545-5)
0 a 20 (> 10% para paredes) PEI 3 classe ISO 5 A
Quintais e jardins com terra resistência às manchas após abrasão (PEI 5); não utilizar materiais rústicos e antiderrapantes 0 a 6 PEI 5 - A
Pisos residenciais - 0 a 20 (maior que 10% para paredes) quintais: PEI 4
salas e cozinhas: PEI 3
quartos: PEI 2
banheiros: PEI 1
classe ISO 4 ou 5 A ou B
Saunas expansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); resistência ao choque térmico (ISO 10545-9) e à gretagem (recomendados sete ciclos para sauna úmida) 0 a 3 PEI 1 classe ISO 3 B
Uso à beira mar (contato com areia) para resistência ao riscado (areia), pisos não esmaltados com espessura plena (porcelanato não polido) ou esmaltados com dureza Mohs > 8 (dureza Mohs da areia é 7)
Uso antiderrapante para alta segurança, o coeficiente de atrito deve ser > 0,7 (sendo, entretanto, de difícil limpeza); um coeficiente de média segurança (0,4 a 0,7) tem limpeza mais fácil

Obs.: a resistência antigretagem deve ser exigida do fabricante (Ensaio 13818).

Mais informações: Guia curso do porcelanato liquido